Amar é descobrir os detalhes, os avessos..

sábado, 26 de fevereiro de 2011



Amar é descobrir os avessos. É olhar o outro lado, o nunca visto, o não investigado.
Amar é exercício de investigação, de constante e atenta observância.
Só o observar silencioso da existência nos capacita para uma formulação de palavras...
Só pode dizer alguma coisa sobre uma pessoa, aquele que soube demorar, que soube ficar, permanecer, vigiar, descobrir. As palavras reveladoras só nascem depois da observação silenciosa.
Uma mulher não se sente amada no momento em que o homem a proporciona uma noite de amor, apenas...
Mas sobretudo no momento em que se sentam à mesa de um restaurante, e sem que ela diga nada ele lhe pede o prato favorito.
Amar é descobrir os gostos, os sabores particulares, os desejos mais ocultos.
Amar é saber a cor favorita, o número que calça os pés, o que causa medo e o que encoraja.
Hoje fiquei pensando...
Meu pai morreu sem que eu soubesse qual era sua cor favorita...

Pe. Fábio de Melo

Papa João Paulo II - Carta aos Jovens



Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema,
ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se
"lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam
namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma
espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias
mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo se santifiquem no mundo, que não
tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem
jeans, que sejam internautas, que escutem disc-man.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de
tomar um refrigerante ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de
dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres,
companheiros.
" Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas
puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos"

(Papa João Paulo II - Carta aos Jovens!)

Nós colhemos o que semeamos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O quanto e como damos é a medida do que recebemos. O banco da vida é justo e nos devolve o mesmo que antes depositamos. São Paulo nos adverte, baseado em sua própria experiência: "O que alguém tiver semeado, é isso que vai colher. Quem semeia na sua própria carne, da carne colherá corrupção; quem semeia no espírito, do Espírito colherá a vida eterna" (Gal 6, 7-8).

No Cânion do Colorado, um pai passeava com seu filho de sete anos. A manhã estava quente e o sol resplandecia num céu aberto. De repente, o pequeno cai, machuca o joelho e grita: “aaaaaahhhhh!!”

Para sua surpresa, ouve uma voz oculta que também se queixa: “aaaaaaaaahhhhhhh!!”

Curioso o menino grita: “Quem está aí?”

Das profundezas do Cânion, uma voz lhe faz a mesma pergunta: “Quem está aí?”

Irritado com a resposta anônima, o menino grita: “Covarde, por que se esconde?”.

Do outro lado, alguém lhe responde agressivamente: “Covarde, por que se esconde?”.

O menino olha para o pai e pergunta: “Que acontece?”.

O pai sorri e lhe diz: “Meu filho, preste atenção”.

Então, o pai grita para a montanha: “Te admiro”.

Do fundo do Cânion, alguém lhe confessa várias vezes: “te admiro, te admiro, te admiro”.

Mais uma vez o homem exclama: “És um campeão”.

A voz lhe responde: “És um campeão, campeão, campeão”.

O pai sussurra em voz baixa: “Te amo”.

A voz lhe responde com suavidade: “Te amo, te amo, te amo”.

O pequeno fica espantado, porém, não entende.

O pai lhe explica olhando em seus olhos: “Nós chamamos isso de eco, filho, porém, na realidade, é a vida”.

E acrescenta em voz alta: “Ela te devolve o que diz ou faz...”

Cada um colhe e recebe o que tem semeado e feito.

Se desejas mais amor neste mundo, semeia amor ao teu redor. Porém, se desejas pouco amor, dá pouco [amor]. Se esperas felicidade, dá felicidade a quem te cerca. Se queres sorriso e bênçãos, sorri e abençoa. Se gostas de colher desprezo, menospreza. Se desejas bem materiais, compartilha-os. Se busca amigos, faze-os. Se preferes solidão, fecha-te em ti mesmo. Se te interessa o meio ambiente, semeia uma árvore e não contribua com o aquecimento do planeta. Se necessitas que te escutem, escuta os demais.

Se até o dia de hoje tens colhido solidão, enfermidade, tristeza, traições, não culpes os outros. Antes, reveja suas atitudes, as sementes que tens semeado, e mude se preciso for, para que, rápido, muito rápido, possas colher frutos abundantes e permanentes (cf. Jo 16, 8-16).

José H Prado Flores

Quem é preso não pode ser realizado e feliz

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Há quem faça a pergunta: Mas o que é vocação cristã? Vocação é o relacionamento pessoal com Deus numa perspectiva de fé e de seguimento sincero às Suas leis:
- Escolher Jesus Cristo, não as riquezas;
- Seguir Jesus pobre e humilde.
Quem não souber aceitar a renúncia para acolher ao convite de Cristo, ficará triste como o jovem rico, que era exemplo em tudo, mas não foi capaz de se desapegar de suas ‘riquezas’: ”O jovem disse a Jesus: Tenho observado todas essas coisas. O que ainda me falta? Jesus respondeu: ”Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me. Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico” (Mt 19,20-22).
As nossas tristezas vêm dos nossos apegos e ligações: quem é preso não pode ser realizado e feliz. É por isso que Jesus nos quer como crianças. Enquanto vão acontecendo em nós essas transformações, o Senhor nos olha com amor na espera do nosso “SIM” em doação ao Reino de Deus e aos nossos irmãos.
Dos humildes de espírito é o Reino dos Céus. Deixemos o Espírito Santo de Deus agir em nós! Vinde, Espírito Santo!
Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago

Se amar fosse fácil- Pe. Zezinho, scj

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Se amar fosse fácil...
Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar.
E, quando morreu amando deu a suprema lição...

Se amar fosse fácil,
não haveria tanta gente amando mal,
nem tanta gente mal amada.

Se amar fosse fácil,
não haveria tanta fome,
nem tantas guerras,
nem gente sem sobrenome.

Se amar fosse fácil,
não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém,
nem haveria orfanatos,
porque as famílias serenas adotariam mais filhos,
nem filhos mal concebidos,
nem esposas mal amadas,
nem mixês,
nem prostitutas.

E nunca ninguém negaria o que jurou num altar,
nem haveria divórcio e nem desquite, jamais...

Se amar fosse tão fácil,
não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto,
nem haveria assassinos,
nem preços exorbitantes nem os que ganham demais,
nem os que ganham de menos.

Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria,
no máximo ajudariam no combate ao cão feroz.

Mas o amor é sentimento que depende de um "eu quero", seguido de um "eu espero";
e a vontade é rebelde,
o homem, um egoísta que maximiza seu "eu",
por isso, o amor é difícil.

Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar.
E, quando morreu amando deu a suprema lição.
Não se ama por ser fácil,
ama-se porque é preciso!


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

"Como é que você reage às quedas que sofre na vida?
Como é que você administra os fracassos?
Não há receitas mágicas que nos façam vencer os obstáculos.
Mas ouso dizer que há um jeito interessante de olhar para as quedas que sofremos.
É só não permitir que elas sejam definitivas.
É só não perder de vista a primavera que o outono prepara.
Administre bem os problemas que você tem, não permita que o contrário aconteça.
Se você não administrá-los, eles administrarão você.
Deus lhe quer vencedor, a vitória já está preparada feito o presente que está embrulhado
e que precisa ser aberto. Não perca tempo!"

Pe. Fábio de Melo

(Confissões, I.X, c. 27).

“Tarde eu te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde eu Te amei. Mas como? Tu estavas dentro de mim, e eu estava fora de mim… Tu estavas comigo, e eu não estava contigo. Retinham-nos longe de Ti as criaturas, que não existiriam se não existissem em Ti… Tu me chamaste, e teu clamor venceu a minha surdez. Tu exalaste o teu perfume, eu respirei, e eis que por Ti suspiro. Provei-Te, e tenho fome de  Ti. Tu me tocaste e eu ardo de amor por causa da paz que Tu me deste”
Santo Agostinho